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  A soleira da porta:
Coadores de uma materialidade invisível


Grávida matéria-viva em suspensão
O tempo sendo regurgitado  pelas coisas.
O espaço indagado entre um vão e outro
Bacias  prenhes de gravidade engolindo tudo
Presságios corroendo o cotidiano
Sua tessitura escorrendo pela  soleira da porta.
vasos-coadores de nossas percepções ,
A borra  suspende o empoçado entendimento
Investido na posse de algo imaculado

Rubens Espírito Santo / 20 de dezembro de 2005

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