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  Há algo de receptáculo nesta construção orgânica suspensa em fios de cobre, espécie de abrigo e proteção para um corpo volátil de serragem e de vermelhidão. Stela Barbieri é uma artista sensível à interioridade e aos rumos que possam derivar deste compromisso. A falta aqui é busca: compreender o comportamento da matéria por meio de uma ocupação expansiva do espaço. Busca dócil e lenta. Contrariamente ao que a vontade de aconchego poderia indicar, a artista não nega a matéria ocultando-a sob esconderijos. Prefere a hipótese de que não há continente suficiente para a delicadeza da emoção. Por isso, os conteúdos vazam de uma topografia feminina, forçando a saída das fronteiras.
Emancipação do colo do ninho.

Lisette Lagnado
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